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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mais de 90% dos consumidores pesquisam preço na internet antes de comprar

Val Reis

Os consumidores hoje estão cada vez mais antenados com tecnologia. Se até pouco tempo atrás, pesquisar preço era sinônimo de “gastar sola de sapato”, hoje a realidade é bem diferente. Os consumidores, antes de comprar qualquer produto, entram em sites e pesquisam preços, marcas, comentários sobre marcas e lojas e só depois disso é que realizam suas compras.

A TNS Research International divulgou recentemente um estudo intitulado “Decodificando as Necessidades Digitais”, e de acordo com os resultados deste levantamento, 92% dos usuários de internet pesquisam sobre produtos ou serviços em sites de e-commerce, ou comparam preços na internet.

Marco Gondim, professor, afirma que sempre busca na internet uma referência de preço para produtos que quer adquirir. Segundo ele, geralmente acaba comprando na internet mesmo, pois sempre acha preços menores e evita ir até uma loja física, ganhando tempo.

Já Lesly Ledezma, assistente social, prefere a loja física para alguns tipos de produtos. “Roupas e coisas mais pessoais, prefiro loja física, por se tratar de medidas e qualidade de material, agora eletrônicos e livros, por exemplo, são excelentes opções de compra pela internet, pois sempre tem promoção e não é algo que precisa escolher muito”, afirma.

Outro fator que influencia bastante é o boca-a-boca digital. Após efetuada a compra, se alguma coisa deixa a desejar, seja demora na entrega, qualidade do produto ou qualquer outro problema, os consumidores “botam a boca no mundo”. Segundo a mesma pesquisa, 76% dos entrevistados procuram dados em fóruns ou blogs, 50% deles já chegaram a mudar de fornecedores ou marcas ao encontrarem uma opinião negativa, e 28% fecharam a negociação baseados no relato de outros consumidores.

Rogério de Medeiros afirma que utiliza principalmente o Twitter para reclamação. “Se o produto não chega no prazo, ou se vem com algum defeito, reclamo e eles sempre me dão um retorno”.

Outros resultados do estudo

A pesquisa, que entrevistou mil usuários de internet, com 16 a 35 anos, em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Recife e Salvador, aponta ainda que a maioria dos entrevistados (99%) utiliza prioritariamente a rede para enviar e receber emails.

Checar suas contas nas redes sociais é a segunda principal atividade (93%), seguida por participar de chats online/mensagens instantâneas (92%), fazer uploads de fotos ou vídeos ou escrever mensagens para suas redes sociais (90%) ou para o Twitter (44%).

O motivo que faz os internautas a utilizarem as redes sociais são acesso e compartilhamento de informações (43%), uso de espaço pessoal (32%) grupos de amigos (24%), mostrar diversas facetas da personalidade (22%) ou, ainda fugir da pressão diária e ter liberdade de expressão (21%).

No relatório, a TNS alerta que a internet é um espaço cada vez mais estratégico na ampliação e divulgação de empresas ou marcas, e ao mesmo tempo, constata que muitas companhias não sabem e se sentem “perdidas” sobre como atuar junto aos consumidores nesse meio.


(Twitter dos participantes da matéria: Val Reis @valreiss, Marco Gondim @MarcoGondim, Lesly Ledezma @Leslycia e Rogério de Medeiros @RdeMedeiros)

sábado, 17 de abril de 2010

Internet supera revistas e é a terceira mídia em receita publicitária

Folha/JL
A internet se transformou em 2009 na terceira maior mídia em receita publicitária, passando, pela primeira vez, o segmento de revistas.
Dos mais de US$ 440 bilhões gastos em propaganda no mundo, US$ 55,4 bilhões (12,6%) foram para a internet, segundo levantamento da consultoria ZenithOptimedia, do grupo Publicis.
Em um ano em que as receitas publicitárias globais caíram 9,8%, a televisão foi a mídia que sofreu menos. A razão, de acordo com a ZenithOptimedia, é que em tempos de recessão as pessoas assistem mais televisão.
Os gastos com TV caíram 6,7%, mas a fatia do segmento no bolo subiu de 38,1% para 39,4%. Jornais e revistas sofreram mais, levando a problemas financeiros centenas de publicações nos países desenvolvidos. A fatia dos jornais, que era de 25,1% em 2008, caiu para 23,1%. Para as revistas, a queda foi de 11,6% para 10,3%.
Pelas projeções da ZenithOptimedia, jornais e revistas vão continuar perdendo participação para a internet nos próximos anos, com a web se aproximando dos jornais em 2012. A internet deve receber 17,1% das receitas publicitárias em 2012, e os jornais, 19,4%. A TV deve ter um leve crescimento, fechando 2012 em 40,6%.
Para este ano, a consultoria prevê um crescimento de 2,2% nos gastos com publicidade, para US$ 456 bilhões. Mas o número ainda é bem inferior aos US$ 494 bilhões gastos em 2008, volume que só será superado em 2012 (R$ 499 bilhões).
Com EUA, Europa e Japão ainda em declínio em gastos de publicidade -os três mercados juntos vão encolher 0,8%-, o crescimento em 2010 virá dos países emergentes, alta de 8,5%. A América Latina, que cresceu 0,4% em 2009, deve ver o gasto com publicidade subir 9,3%. Ásia/Pacífico, excluindo Japão, deve crescer 10%.