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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Analista de Redes Sociais, que profissão é essa?

Diferente de médico, advogado ou outro profissional qualquer, ninguém quis ser analista de redes sociais desde pequeno, até por que a profissão existe há pouquíssimo tempo. Mas está em franco crescimento.

Numa pesquisa feita informalmente na Catho, encontrei 41 vagas para analista de redes sociais no Brasil, com o salário na faixa de R$ 1.200,00 a R$ 5.000,00.

Mas o que vem a ser este profissional?

O objetivo do analista de redes sociais é entrar nas redes sociais: Twitter, Facebook, Orkut, Linkedin, Foursquare... e ficar criando projetos, buscando oportunidade de negócio nesse meio, para clientes, produtos, serviços ou marcas. É preciso chamar a atenção de pessoas formadoras de opinião sobre o produto ou serviço que deseja divulgar, e fazer com que usem, comentem, indiquem.

O papel do analista em mídias sociais é elaborar o projeto e observar a ação a fim de corrigir os erros e nunca deixar um participante sem resposta, ou seja, monitorar todo a atuação da marca nas redes. Cabe ao analista também elaborar a presença digital do cliente que ainda não está atuando nas redes.

Parece um trabalho divertido, ficar entrando em redes sociais, respondendo questionamento, interagindo. E realmente é divertido ficar ouvindo, interagindo, comentando, nas redes sociais. Mas se você acha que é fácil, está muito enganado.

É um trabalho sério, em que você precisa entender de publicidade, identificar nichos de mercado e fazer com que o utilitário da rede social absorva sua mensagem sem se sentir invadido. É preciso fazer análises, relatórios, ser bom gerenciador de crises e um excelente comunicador.

Não existe ainda no Brasil a graduação para esta profissão. Ela nasce da integração online, da facilidade em formação de redes virtuais e da paixão por gostar de se comunicar através da web. Mas existem diversos cursos de experts na área. E ainda está em falta, bons profissionais nas empresas.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mais de 90% dos consumidores pesquisam preço na internet antes de comprar

Val Reis

Os consumidores hoje estão cada vez mais antenados com tecnologia. Se até pouco tempo atrás, pesquisar preço era sinônimo de “gastar sola de sapato”, hoje a realidade é bem diferente. Os consumidores, antes de comprar qualquer produto, entram em sites e pesquisam preços, marcas, comentários sobre marcas e lojas e só depois disso é que realizam suas compras.

A TNS Research International divulgou recentemente um estudo intitulado “Decodificando as Necessidades Digitais”, e de acordo com os resultados deste levantamento, 92% dos usuários de internet pesquisam sobre produtos ou serviços em sites de e-commerce, ou comparam preços na internet.

Marco Gondim, professor, afirma que sempre busca na internet uma referência de preço para produtos que quer adquirir. Segundo ele, geralmente acaba comprando na internet mesmo, pois sempre acha preços menores e evita ir até uma loja física, ganhando tempo.

Já Lesly Ledezma, assistente social, prefere a loja física para alguns tipos de produtos. “Roupas e coisas mais pessoais, prefiro loja física, por se tratar de medidas e qualidade de material, agora eletrônicos e livros, por exemplo, são excelentes opções de compra pela internet, pois sempre tem promoção e não é algo que precisa escolher muito”, afirma.

Outro fator que influencia bastante é o boca-a-boca digital. Após efetuada a compra, se alguma coisa deixa a desejar, seja demora na entrega, qualidade do produto ou qualquer outro problema, os consumidores “botam a boca no mundo”. Segundo a mesma pesquisa, 76% dos entrevistados procuram dados em fóruns ou blogs, 50% deles já chegaram a mudar de fornecedores ou marcas ao encontrarem uma opinião negativa, e 28% fecharam a negociação baseados no relato de outros consumidores.

Rogério de Medeiros afirma que utiliza principalmente o Twitter para reclamação. “Se o produto não chega no prazo, ou se vem com algum defeito, reclamo e eles sempre me dão um retorno”.

Outros resultados do estudo

A pesquisa, que entrevistou mil usuários de internet, com 16 a 35 anos, em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Recife e Salvador, aponta ainda que a maioria dos entrevistados (99%) utiliza prioritariamente a rede para enviar e receber emails.

Checar suas contas nas redes sociais é a segunda principal atividade (93%), seguida por participar de chats online/mensagens instantâneas (92%), fazer uploads de fotos ou vídeos ou escrever mensagens para suas redes sociais (90%) ou para o Twitter (44%).

O motivo que faz os internautas a utilizarem as redes sociais são acesso e compartilhamento de informações (43%), uso de espaço pessoal (32%) grupos de amigos (24%), mostrar diversas facetas da personalidade (22%) ou, ainda fugir da pressão diária e ter liberdade de expressão (21%).

No relatório, a TNS alerta que a internet é um espaço cada vez mais estratégico na ampliação e divulgação de empresas ou marcas, e ao mesmo tempo, constata que muitas companhias não sabem e se sentem “perdidas” sobre como atuar junto aos consumidores nesse meio.


(Twitter dos participantes da matéria: Val Reis @valreiss, Marco Gondim @MarcoGondim, Lesly Ledezma @Leslycia e Rogério de Medeiros @RdeMedeiros)