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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Campus Party traz ideias inovadoras em projetos sociais e de cidadania



Numa época em que negócios inovadores ou redes sociais valem milhões, a Campus Party é muito mais do que 'nerdices' e pessoas aficcionadas em baixar arquivos, acampadas em barracas. Vários projetos interessantes estão sendo apresentados e discutidos neste ambiente. Veja abaixo algumas destas ideias:



Multas Sociais (www.multassociais.net) é um site que traz uma proposta de cidadãos comuns multarem de forma fictícia maus motoristas na internet. Segundo um dos idealizadores do projeto, Bruno Nery Torquato, "muitas pessoas ficam indignadas quando vê uma pessoa jovem parar na vaga de idoso, carros mal estacionados, cruzamento de farol vermelho e por aí vai... e com o site, podemos extravasar a raiva fazendo uma foto ou vídeo do abuso e denunciando o ocorrido no site Multas Sociais", afirma.


Para "multar" a pessoa, é só entrar na no endereço do site e preencher um formulário com a data, a hora, a descrição, a foto e o vídeo (se houver) do flagra. Então, clique em "Aplicar Multa". A imagem vai para a página principal do site e outras pessoas também podem “punir” o motorista clicando no botão "Eu Multo", ao lado da imagem.


É importante frisar que estas são multas fictícias e que, para fazer uma denúncia de verdade, é preciso recorrer aos órgãos competentes. Caso a pessoa denunciada queira tirar a informação da página, basta enviar um e-mail. O Multas Sociais funciona como uma rede social de interesse público e ainda permite que as publicações sejam compartilhadas no Facebook e no Twitter.


Mudar o mundo, nem que seja um pouquinho



O Boação (www.boacao.com) é uma plataforma online de Fundraising (Arrecadação de Fundos) para instituições de caridade e de engajamento de voluntariado para pessoas do mundo inteiro. Estas irão nos auxiliar a acompanhar como as instituições estão empregando os recursos de doações: sejam monetários, físicas (mesas, cadeiras, etc), ou de serviços. O idealizador do projeto, Mikael Araujo, com 27 anos, sonha em fazer sua parte e "mudar o mundo um pouquinho. Minha pretensão é de ser o maior site arrecadação de fundos da América Latina e ajudar diversas instituições a se desenvolver", afirma. O site ainda está em desenvolvimento.



Já a ideia do crowdfunding não é nova, mas ganhou destaque na Campus Party. De forma bem simples, crowdfunding é o termo para iniciativas de financiamento colaborativas. A ideia é que várias pessoas contribuam, com pequenas quantias, de maneira colaborativa, para viabilizar uma ideia, um negócio, um projeto. Para discutir este tema, houve um painel “ ’Cow-funding’, a vaquinha reload”.
Um dos convidados da palestra sobre o tema foi Pedro Markun, responsável pelo “ônibus hacker”, projeto que visa espalhar a cultura hacker pelo país. Nesta iniciativa Markun utilizou um site de financiamento coletivo para arrecadar R$ 40 mil em 50 dias – no fim, eles conseguiram R$ 58 mil. “A ideia do crowdfunding é gênial, você gasta dez reais e passa a ser parte de um projeto que acha importante", diz Markun.


Algumas dicas para ter sucesso em crowdfunding


Ao longo do debate, várias dicas foram para um projeto ter sucesso na captação de recursos em crowdfunding. Confira algumas delas:


Pessoas com paixão – É necessário ter pessoais apoiando para desenvolver um projeto desses, pois é preciso trabalhar duro, não é tão fácil como a maioria pensa. E esta equipe deve estar em sintonia com a ideia do projeto.


Rede bem articulada – Além do pessoal que vai trabalhar efetivamente, é preciso o apoio da comunidade. Participar de comunidades em redes sociais que estão falando de um assunto que "bate" com o projeto é uma boa forma de começar. E esta comunidade vai ajudar a espalhar o projeto, pois é relevante para ela.


Planejamento – Pode parecer fácil, mas não é. Todo negócio precisa de planejamento e este caso não é excessão. Planeje cada passo, cada ação e compartilhe isso com sua equipe. Trabalhando em conjunto de forma organizada é mais fácil obter sucesso.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Campus Party discute sobre o desafio das mídias sociais para as marcas


Precisamos de 'horas bunda' para termos sucesso em estratégia de redes sociais, afirma Edmar Bulla



Um dos painéis mais interessantes desta quarta, dia 8, foi o debate “As empre­sas e o mundo sem con­trole das mídias soci­ais”, com João Ciaco (dire­tor de publi­ci­dade e mar­ke­ting de rela­ci­o­na­mento da Fiat), Raphael Vas­con­ce­los (Agên­cia Click Iso­bar) e Edmar Bulla (CEO da CROMA Mar­ke­ting Solutions).


A discussão girou em torno da implantação de redes sociais na empresa. Segundo Bulla, o principal é identificar quais os elementos sociais da marca. Fazer as perguntas certas, analisar todo o contexto e ver o que é necessário. Tem que pensar nas redes sociais que vai atender o consumidor, e não criar redes por departamento, porque o profissional acha que é legal. "Jogar a isca num lugar que tem peixe. Pra que pulverizar, fragmentar? Você fragmenta também a audiência, e isso não é bom", afima.


Bulla deu ainda alguns toques sobre estratégias para implantação de redes sociais. Segundo ele, se já existe pessoas engajadas com o tema a ser trabalhado, onde estas pessoas estão? "Orkut foi a primeira rede social de comunidades. As tribos estão se formando, se entrarmos com o nosso conteúdo dentro daquele ambiente, com uma proposta útil e relevante, vamos agregar valor a estas pessoas e o engajamento é possível. Precisamos de 'horas bunda' para buscar informações, fazer pesquisas", finaliza.


João Ciaco defende que 5% de verba para a internet, que tem hoje no Brasil 82 milhões de brasileiros conectados segundo o IAB Brasil, é muito pouco. Segundo ele, a Fiat gasta em torno de 18% a 20%. E dá uma dica sobre conflito de gerações, algo muito clássico no segmento, já que os nativos digitais são muito jovens, tem outra linguagem de negócios: "Redes sociais são ferramentas. Marketeiro não precisa saber programar, mas precisa entende de gente, comportamento humano, relação de pessoas e seu relacionamento com as marcas. Aí sim, ele terá sucesso".



O evento


O Campus Party é o maior evento de tecnologia do mundo e acontece de 6 a 11 de fevereiro de 2012 no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo. Com um público de 7.000 campuseiros, a expectativa é de receber mais de 200 mil visitantes na área “expo” nos cinco dias de evento. Jogos, mídias sociais, robótica, software livre, música, mesas redondas com especialistas nacionais e internacionais fazem parte das 100 horas de programação.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Palestra “Marcas podem ser pessoas?” abre o Campus Party hoje


Val Reis

O segundo dia do Campus Party começou com vários eventos sobre redes sociais e tecnologia. A primeira palestra foi uma discussão sobre o posicionamento das marcas nas redes sociais.


Jaime Troiano, especialista em gerenciamento de marcas começou falando sobre as marcas que começaram analógicas e tiveram que se tornar digitais. Ele afirmou que esta integração é um exercício constante e dedicado. “Não é possível construir marcas digitais de forma rápida, sem perder sua identidade.”


Já Nizan Guanaes acredita que é preciso ter um cuidado muito grande para não parecer falso para o consumidor. A marca tem que ser ela mesma. “Vantagens, aplicativos, é isso que as marcas tem que dar para o seu cliente. Não ficar fazendo “tchuco tchuco” com o consumidor”, explica.


Marcos Hiller, consultor e professor de cursos de MBA e pós-graduação afirma que pessoas podem ser marcas, mas as marcas não podem ser pessoas. Segundo ele, a marca precisa ser fiel a sua identidade e não tentar mudar para porque está em uma rede social. A criação de personagens também é algo perigoso e tem consequências, caso dê errado. As empresas precisam ter consciência disso e assumir os riscos. “Você não pode entregar em redes sociais o que você não é na vida real”, finaliza.


Para Keid Sammour, da CuboCC, o digital é apenas mais um ponto de contato, e as marcas precisam de um discurso coerente. Para ele, as redes sociais tem um poder muito maior do que apenas vender produtos e serviços. As empresas precisam utilizar as Mídias Sociais muito além dos posts, pois é uma ferramenta muito poderosa de pesquisa, CRM, publicidade.


Mais do que nunca, as marcas estão totalmente expostas, e Troiano finaliza afirmando que os fundamentos de 'brand building' continuam os mesmos. “Integrar todos os pontos de contato é complexo. Nossa vida ficou muito mais complicada, mas os princípios continuam sendo os mesmos, não há atalhos”.



Sobre o evento:







Campus Party é considerado o maior evento de inovação tecnológica, Internet e entretenimento eletrônico em rede do mundo. Pela primeira vez no Anhembi (antes era no Imigrantes), o Campus Party está ocupando uma área de cerca de 76 mil m² de área, contra os 37,4 mil m² no ano passado e tem um público de 7 mil campuseiros, uma marca recorde na história do evento.


O evento continua até o dia 11, com expectativa de receber mais de 200 mil visitantes na área “expo” nos cinco dias de evento. Jogos, mídias sociais, robótica, software livre, música, mesas redondas com especialistas nacionais e internacionais fazem parte das 100 horas de programação.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Debate sobre as eleições nas mídias sociais reúnem estrategistas na Campus Party


Na tarde de ontem, Soninha Francine, Marcelo Branco, Caio Túlio Costa e Fernando Barreto debateram o uso das mídias sociais na campanha eleitoral de 2010, moderado pelo jornalista Marcelo Soares. Os temas polêmicos como bolinha de papel, discussão sobre o aborto, trolagem e filtro do twitter foram colocados em pauta.

Caio Túlio, coordenador da campanha da Marina Silva, conta que “a organização dos responsáveis pela campanha se reuniam toda manhã para discutir sobre os rumos da comunicação, e esta organização foi responsável pela fantástica conquista de votos que praticamente proporcionou o segundo turno”. Segundo ele, o êxito das mídias sociais era uma questão de saber o que e com quem falar. “No orkut nós falamos com evangélicos, no Facebook com as mulheres e os intelectuais e no Twitter falamos com jovens”, enfatiza.

Marcelo Branco, que coordenou as redes sociais da campanha da Dilma cita que eram três equipes totalmente separadas, nunca se encontraram para discutir os rumos, e esta divisão foi totalmente prejudicial à campanha. Segundo ele, aprenderam bastante sobre fazer campanha na internet. “Nossa equipe era uma equipe de geeks e nerds e a maioria está aqui na Campus Party. Em alguns momentos a gente chegava a monitorar 600.000 tweets por dia, e fazíamos uma classificação entre positivo, negativo e neutro pra saber o sentimento que estava rolando com relação a campanha, e tratar a estratégia em tempo real.”

Soninha Francine, que foi responsável pela campanha de José Serra afirma que a discussão sobre o aborto foi totalmente ridícula e ataca as mídias tradicionais de fazer uma grande estardalhaço do assunto. Segundo ela, o vídeo que um pastor colocou no ar e teve milhões de views, não fez diferença alguma para a grande massa, mas quando os veículos tradicionais colocaram o assunto em pauta, foi-se muito discutido. “Se as redes sociais decidissem eleições, talvez a Dilma não teria ganho, por conta deste vídeo”, afirma.

A pior trolagem, segundo Marcelo Branco, foi feito pela mídia tradicional. “Só na Folha eu fui demitido quatro vezes!”, afirma. Mas apesar de todos os problemas, ele conta que aprendeu muito, tem humildade em continuar aprendendo, e o grande problema da trolagem veio de pessoas que se achavam especialistas em redes sociais e queriam coordenar a campanha. “Pois no Brasil o que mais tem é técnico de futebol e especialista em mídias sociais”, brinca. E termina dizendo que pela primeira vez na história da humanidade o público tem as mesmas ferramentas das grandes cooporações e isso é muito positivo.”

Confiabilidade nas redes sociais foi tema de debate na Campus Party


Confiabilidade nas redes sociais é um assunto que ainda causa muita polêmica. E para discutir o assunto, foram convidados Demi Getschko (@getschko), diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do NIC.br, Comitê Gestor da Internet no Brasil; Ana Brambilla(@anabrambilla), jornalista e editora de Mídias Sociais do portal Terra; Alexandre Matias, (@link_matias) editor do caderno Link do jornal O Estado de SP; o diretor editorial da Tambor, André Forastieri (@forastieri) e o especialista em cultura digital Gil Giardelli (@gilgiardelli).

Com a quantidade de informações que circula hoje na rede é importante que os jornalistas tenham o bom-senso de checar suas informações e fontes. Nada de novo no jornalismo, mas na ânsia de dar o furo, esta prática parece estar se perdendo, segundo Ana Brambilla. “O jornalista precisa checar suas fontes. No Terra, nós monitoramos milhares de perfis de celebridades no Twitter todo dia. Não temos certeza se aquele perfil é realmente da celebridade”, relata.

André Forastieri acha que “o jornalista precisa ficar mais off line, sair da frente da tela e ir para as ruas. É na rua que a notícia acontece”.

Gil Giardelli comenta que “achou lindo o discurso de Al Gore sobre liberdade na internet, mas a transmissão da palestra dele não foi feita por que ele não autorizou o uso de sua imagem, ou seja, contradição”. E provocou, perguntando se a moeda do século XXI não era a reputação individual, já que existe uma infinidade de perfis que são administrados por especialistas ou uma equipe, no caso de um político ou celebridade, por exemplo.

Forastieri brincou: "Tudo nessas pessoas é falso, construído. A roupa que usam, o corte de cabelo não é escolhido por elas, o corpo que elas têm é modelado por um personal. Está na moda ser falso, é bom que o perfil combine com o resto”.

Para Alexandre Matias, “o jornalismo está passando por uma transformação onde cai a fronteira entre o online e o offline. O desafio hoje é estar perto e interagir com o leitor”.

Já Demi Getschko acha que as redes sociais são uma transformação do modelo tradicional do jornalismo, que vai se consolidar cada vez mais, seja para o bem ou para o mal.

WilkiLeaks(site especializado no vazamento de informações confidenciais de governos e organizações) também foi citado na discussão, e Brambilla acredita que isso não é jornalismo, apenas um norte, um ponto de partida para o jornalista. “Existe o dever de entregar ao leitor uma informação que possa traduzir o que o conceito de jornalismo significa", referindo-se à necessidade de checagem das informações.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Al Gore e Tim Berners-Lee defendem internet livre, no Campus Party


A grande atração do dia no Campus Party foi Tim Berners-Lee, considerado o pai da internet, por ter criado o www, e Al Gore, ex-presidente dos Estados Unidos. Os dois dividiram o palco central do evento, e discutiram o futuro da internet.

Al Gore iniciou seu discurso com uma mensagem de solidariedade aos atingidos pela tragédia na região Serrana do Rio, cumprimentou Marina Silva, que estava na platéia e defendeu que a internet precisa ser livre, sem interferência dos governos.

Tim Berners-Lee reafirmou a importância de que dados de interesse social sejam disponibilizados na internet. Ele enfatizou que os governos livres geralmente não tem medo de ter a internet livre. E salientou que caso os governos queiram controlar, as pessoas devem protestar, “afinal de contas, é importante para toda a humanidade que a internet seja livre.”

Apagão

No final do dia, o inusitado. Caiu a energia do evento e toda a campus ficou sem internet por quase uma hora. Quem estava fora, não pode entrar, quem estava dentro teve dificuldade em sair, e principalmente, houve um tumulto geral em frente ao estande da telefônica, com os campuseiros aos gritos de “queremos gerador”, enquanto os técnicos e funcionários, andavam de um lado para outro, mexendo nos fios, usando o telefone, e tentando resolver.

Após restabelecer a luz e a internet voltar, o diretor da Campus Party, Mario Teza explicou que o problema foi a tempestade, e reclamou da Eletropaulo que não deu uma versão oficial, mas prometeu resolver o problema, caso aconteça novamente. Ele garantiu a aquisição imediata de novos geradores, com capacidade para suprir a demanda interna da Campus Party Brasil.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Campus Party começou ontem em São Paulo com muita fila


A Campus Party 2011, um dos maiores eventos de tecnologia do mundo, começou ontem em São Paulo, com filas gigantes. Muitas pessoas reclamaram de passar até oito horas na fila, esperando seu credenciamento, e a liberação da entrada. Muitos “campuseiros”, como são chamados as pessoas que acampam no evento, fizeram piadas no twitter, substituindo Campus Party por Campus Fila.

“Depois de um dia inteiro de fila, estamos na #campusfila, ops, Campus Party”, brinca o Tuiteiro Fellipy Silva, de São Carlos – SP, em sua página no microblog.

Já Marcelo Sartori, de Amambai – MS, reclama em seu twitter: “A Campus Party devia chamar Fila Party... nunca vi tanta fila no mesmo lugar”

Também não é pra menos, este ano o público é recorde, são cerca de 6.800 pessoas acampadas que se reunirão em sete dias de interatividade, novidades e palestras.

A quarta edição da feira, que ocorre no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, e reúne pessoas de todo o país, ainda conta com 400 atividades, 400 horas de conteúdo e 317 projetos, divididos em quatro áreas de conhecimento e 11 áreas temáticas específicas.

Além disso, são esperados milhares de visitantes para a área aberta. A entrada é franca. Entre as atrações mais esperadas está a do ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore.


Midias Sociais

Uma das atrações que mais cresce no evento é a de Mídias Sociais, por este motivo, essas redes atraem a atenção do público e ganham um espaço só para elas em 2011.

O espaço promete abrir discussões e ensinar sobre a importância que as mídias sociais têm para o mercado atualmente, tendo em vista as mudanças nas campanhas políticas e também na economia, ligadas ao uso destas ferramentas.


O evento

Campus Party Brasil 2011
Local: Centro de Exposições Imigrantes (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 - São Paulo - SP)
Data: De 17 a 23 de janeiro.
Horário: Das 10h às 22h (para visitantes)
Preço: A área de exposições pode ser visitada gratuitamente.

sábado, 30 de janeiro de 2010

O uso de mídias sociais na publicidade


O Campus Party está chegando ao fim, e sexta-feira foi um dia muito corrido. Aconteceu diversas palestras e bate-papos bastante interessantes. Uma delas, vale ressaltar, foi "Redes Sociais e as Celebridades". Participaram do bate-papo Rosana Hermann (foto), autora do blog Querido Leitor, Lele Siedschlag, editora de Famosos e TV do R7, a jornalista Bia Granja, o ator Pedro Neschling e a apresentadora Mari Moon.

Sou seguidora da Rosana no Twitter, e gosto muito de seus posts. Ao vivo é ela super querida, também, fala coisas pertinentes, é inteligente e muito divertida. Ela disse que antigamente os diretores de TV iam ao teatro em busca de novos talentos, mas atualmente, a internet também é referência, transforma anônimos em celebridades e expõe os famosos de uma maneira bastante diferente do que o público de televisão e das revistas especializadas em famosos está acostumado a ver.

E a pergunta da platéia, composta principalmente de mulheres, era sobre o que é necessário fazer para se destacar na rede e se tornar uma web celebridade e daí acontecer no mundo offline. Bia Granja respondeu que as web celebridades são resultado de seu comportamento no mundo virtual, e isso acontece quando a pessoa faz algo muito bom ou muito ruim., o que define a popularidade. E na maioria das vezes, acontece por acaso.

Algumas coisas interessantes da Campus Party:

Esta é uma forma de publicidade que chama muita atenção numa feira. Fica a dica aos mídias.

Este é um cientista maluco que estava no stand, fazendo sorvete show de bola!


Esbanjando tecnologia. Pichação eletrônica.


E eu queria finalizar, deixando este vídeo que para nós, mídias, é bastante interessante. Fala sobre o uso de mídias sociais na publicidade, com a participação de Marcelo Tripoli (iThink), Lucas Mello (LiveAD), Mentor Muniz Neto (Bullet) e Gustavo Fortes (Espalhe).

Campus Party 2009: Uso de mídias sociais na publicidade from Mauricio Campos on Vimeo.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Você não é seu emprego. Mais um dia como campuseira...

Muitos de nós estamos tão concentrados no nosso trabalho, que já não sabemos onde ele termina e nós começamos. E um belo dia, já não temos mais o emprego, e aí pensamos em todas as coisas que deixamos de fazer, em quanto a gente falhou e nos sentimos perdidos para continuar.

Assisti uma palestra hoje no Campus Party sobre Realidade Aumentada, um tema que interessa muito a nós, mídias, por estar sendo utilizado em peças publicitárias. Algo bem interessante que bem trabalhado, dá pra fazer coisas maravilhosas! E o palestrante falou sobre projetos, relatando que não somos nosso emprego, e se tem algo que desejamos fazer, um projeto que queremos desenvolver, é tocar pra frente, independente do emprego. Não temos que fazer só o nosso trabalho, podemos criar e colocar idéias em prática.

Daniel Roda e Eduardo Malpeli (foto ao lado) lançarão dia 01 de feveiro um projeto bastante interessante, o KUNIGO. Trata-se de uma rede de idéias. Você tem uma idéia, posta lá, alguém pega sua idéia e te ajuda a melhorar, te devolve, outro gosta da idéia e patrocina e assim por diante.

Me lembrei do Confuncio, quando disse que se você tem uma maçã e a troca, você fica com uma maçã. Mas se você tem uma idéia e a troca, você fica com duas idéias.

A mensagem chamou minha atenção por que a minha vinda para o Campus Party se deu depois de voltar de férias, e ter sido chamada no RH da empresa que trabalhei nos últimos 3 anos, e sido simplesmente comunicada que o emprego não mais existia, por questões de corte de despesas (subentende-se que eu era um gasto!). Mesmo sabendo que era o melhor para mim, não pude deixar de pensar nos últimos três anos que passei lá, indo a feiras e eventos, desenvolvendo todo o marketing da empresa, criando peças, sites, e-mail marketing, integrando a comunicação e sempre buscando inovações. E então pensei nas inúmeras coisas e projetos pessoais que deixei de fazer por causa de trabalho, e este foi o principal motivo pelo qual vim para a Campus Party. Se estivesse trabalhando, não poderia sair.

Até onde vale a pena deixar de fazer projetos pessoais e que talvez mudem a nossa realidade por causa de um contrato de trabalho? Tudo bem, não vamos simplesmente chutar o balde, mas aliar uma coisa à outra. Pode acontecer que um dia você será considerado apenas como um "gasto"... e não terá mais emprego.

Mas voltando a falar em Campus Party, hoje houve palestras muito boas, encontrei o André Coelho de Campo Grande, sem falar na Eloíse e Fernando, do Sebrae, que também estão por aqui. Conheci algumas pessoas que tinha contato apenas pelo twitter, outros que não tinha contato nenhum e tive um dia muito cheio! No meio disso tudo, estou fazendo um projeto de hotsite e ação de guerrilha para um cliente freelancer e estou planejando o futuro.

Vale ressaltar que houve um Fórum interessante sobre o futuro da Plano Nacional de Banda Larga, onde estiveram presentes autoridades como Gilberto Gil, Luiz Fernando Pezão, Franklin Coelho, entre outros. Teve também um debate sobre blogs de humor, com o Mr. Manson do Cocadaboa.com.br, que foi algo bem descontraído e interessante.

Fotografei hoje também algumas coisas inusitadas do evento:
Ele chega perto da gente, ergue a espada e dá um grito! Levei o maior susto.

Um outdoor ambulante.


Mais parece uma fábrica de máscaras!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Scott Goodstein, um dos estrategistas da campanha eleitoral de Barack Obama no Campus Party


Dia de palestras interessantes no Campus Party, nesta quarta-feira, entre elas, Scott Goodstein, um dos estrategistas da campanha eleitoral de Barack Obama.

Ele pincelou rapidamente como foi a estratégia da campanha em redes sociais, salientou que o celular foi muito utilizado, principalmente no envio de SMS, pois atingia toda a massa. Falou sobre pedir sugestões aos eleitores, jogar o problema e deixa-los resolver, como foi o caso de aplicativos para Iphone. Resumindo, disse que não existe uma receita pronta. Tudo foi sendo testado, e com erros e acertos, chegaram à vitória.

Aconteceu também a palestra sobre "Mídias Sociais nas corporações". Debate com Eric Messa, Beto A. loureiro, Danillo Ferreira, Jair Tavares, Wagner Fontoura e Antonio Mafra. A discussão girou em torno das melhores práticas para trabalhar com mídias sociais dentro das organizações, sem ser intrusivo.

Perguntei sobre Twitter. O que eles achavam de uma agência postar no Twitter como se fosse o cliente, isso seria positivo ou negativo, na visão deles. A resposta foi que falando em nome do cliente, não há problema, desde que a resposta seja pronta. Agora criar fake para este fim, não se sustenta. O segredo é estar próximo do consumidor, e geralmente uma agência não consegue esta proximidade que o próprio cliente teria. É preciso ter cuidado pra não deixar a comunicação nas redes sociais mais uma "propaganda" do que a interação que este tipo de mídia necessita.

Mais no final do dia, assisti a palestra sobre o Jornalismo na rede. Falaram sobre projetos interessantes, sobre a não obrigatoriedade do diploma, e deram algumas dicas sobre o assunto. Como o barulho estava muito intenso, pois tem mais dois painéis do lado, e um deles de música, ficou difícil acompanhar esta palestra, mesmo estando na fila da frente. Enfim, o que ficou é que se você tem boas idéias, coloque-as em prática. O resultado virá. Nada de inovador, mas de vez em quando é bom ouvir mais do mesmo, para acordarmos.

Tive também, ontem a noite, que identificar minha barraca, pois não a encontrava de jeito nenhum, no meio de tantas iguais.

Ah, e olha aí o Mato Grosso do Sul, marcando presença no Campus Party. Encontrei algumas pessoas do MS: O keneth Corrêa, o Kuka Moraes, o Wellington Vidaurre e o Estêvão Rizzo.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Segundo dia no Campus Party


Devido ao cansaço, dormi bem e acordei tarde, nesta terça feira. Tão tarde que perdi o café da manhã. Por conta disso, perdi meia hora na fila de uma lanchonete pra tomar um cafézinho.

Logo depois, entrei pra assistir o painel sobre mobilidade, com
Rafael Sbarai (http://derepente.com.br/), Nick Ellis (http://digitaldrops.com.br/),
Marcelo Castelo (http://www.mobilepedia.com.br/),
Ricardo Longo (http://www.ftips.com.br/) e
Hilton Mendes (http://www.vivoblog.com.br/) . Uma das discussões foi sobre o não crescimento do 3G, que prometia ser algo grandioso no Brasil. Um dos fatores, que o presidente do Google falou na Folha de SP, foi com relação ao custo. É muito caro, por isso torna-se inacessível para a maior parte da população, o que inviabiliza o crescimento.

O SMS é a forma que mais utilizam para envio de publicidade, uma vez que todas as pessoas que têm celular, recebem mensagens, diferente de pessoas com iphones outros aparelhos, para ver aplicativos e outras formas de mobile marketing.

Com relação a Realidade Aumentada, comentaram que não prevêem uma explosão, uma vez que o Brasil é muito atrasado com relação a isso. Quantas pessoas tem aplicativos para ver este tipo de tecnologia no Brasil? Teria que ser algo mais acessível, mais fácil. E claro, citaram alguns exemplos, como livros infantis, manuais de instrução e serviço de utilidade pública, que é algo que tem possibilidade de crescimento... mas animação por animação, sem nenhum sentido, não vai pra frente. É bonitinho, mas não é algo que tem potencial de crescimento.


Depois deste painel, o espaço ficou tão lotado, que não consegui assistir mais nenhuma palestra de perto, somente de longe ou via computador. De qualquer forma, visitei vários estandes, conversei com pessoas, fiz um boa e relaxante massagem que o Banco do Brasil estava oferecendo, tirei muitas fotos e interagi bastante.

Ainda hoje, as 20 horas, tem o debate sobre Mídias sociais para o terceiro setor, e este vou ver de perto, um assunto que interessa a mim e aos mídias, com certeza.








segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sou 'campuseira' do Campus Party pela primeira vez.



Desde o momento que decidi participar do Campus Party, muito em cima da hora, já fiquei nervosa. O quê? Acampar com alguns nerds? Ficar uma semana mergulhada em temas de internet e tecnologia? Não é pra mim!

Enfim, depois da recomendação de alguns amigos, me meti na aventura e resolvi pelo caminho mais difícil. Como eu mesma ia bancar os custos e não planejei, não consegui vôo a custos acessíveis, então tive que vir de ônibus. A aventura já começou aí : 13 longas horas de viagem, depois metrô até o jabaquara com mochila, barraca, colchão inflável, mala para uma semana, notebook, cabos, enfim... uma parafernália que pesava uns 40 kg. E sozinha!

Cheguei no Jabaquara às 13 horas, ninguém sabia direito onde passava o ônibus que me traria até o espaço do evento, que segundo o site sairia do Jabaquara. Alguém me indicou um ponto, tentei chegar até lá, mas no meio do caminho caiu a maior chuva. Enfim, me molhei bastante. O ônibus passou lotado, me mandaram aguardar o próximo que demorou uma meia hora.

Depois de meia hora, estava eu na frente do local onde seria o evento e a fila estava gigantesca!




Enfim, depois de 3 horas, consegui entrar e não encontraram minha credencial. Me mandaram pra outra fila que durou quase duas horas, depois a fila para credenciar o notebook e por fim, a fila para pegar a barraca, onde passarei as próximas noites... Resumindo, foram 5 horas de fila, muito cansaço, nada de almoço, e dores nas costas, nos pés, enfim... consegui chegar, consegui guardar as coisas na barraca, tomar um banho num container adaptado para banheiro, sem congestionamento, jantei... e aqui estou, aproveitando os 10 megas de internet do evento. Amanhã começam as palestras e oficinas, e estou ansiosa.

Nestes dias de Campus Party vou passar um pouco do que estou vivenciando e aprendendo aqui. Estou na expectativa com este evento, são 6.000 participantes, mais de 3.000 pessoas acampadas e muita adrenalina. Muita tecnologia e muito nerd por aqui!


Veja a folga do povo aqui: