sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Confiabilidade nas redes sociais foi tema de debate na Campus Party


Confiabilidade nas redes sociais é um assunto que ainda causa muita polêmica. E para discutir o assunto, foram convidados Demi Getschko (@getschko), diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do NIC.br, Comitê Gestor da Internet no Brasil; Ana Brambilla(@anabrambilla), jornalista e editora de Mídias Sociais do portal Terra; Alexandre Matias, (@link_matias) editor do caderno Link do jornal O Estado de SP; o diretor editorial da Tambor, André Forastieri (@forastieri) e o especialista em cultura digital Gil Giardelli (@gilgiardelli).

Com a quantidade de informações que circula hoje na rede é importante que os jornalistas tenham o bom-senso de checar suas informações e fontes. Nada de novo no jornalismo, mas na ânsia de dar o furo, esta prática parece estar se perdendo, segundo Ana Brambilla. “O jornalista precisa checar suas fontes. No Terra, nós monitoramos milhares de perfis de celebridades no Twitter todo dia. Não temos certeza se aquele perfil é realmente da celebridade”, relata.

André Forastieri acha que “o jornalista precisa ficar mais off line, sair da frente da tela e ir para as ruas. É na rua que a notícia acontece”.

Gil Giardelli comenta que “achou lindo o discurso de Al Gore sobre liberdade na internet, mas a transmissão da palestra dele não foi feita por que ele não autorizou o uso de sua imagem, ou seja, contradição”. E provocou, perguntando se a moeda do século XXI não era a reputação individual, já que existe uma infinidade de perfis que são administrados por especialistas ou uma equipe, no caso de um político ou celebridade, por exemplo.

Forastieri brincou: "Tudo nessas pessoas é falso, construído. A roupa que usam, o corte de cabelo não é escolhido por elas, o corpo que elas têm é modelado por um personal. Está na moda ser falso, é bom que o perfil combine com o resto”.

Para Alexandre Matias, “o jornalismo está passando por uma transformação onde cai a fronteira entre o online e o offline. O desafio hoje é estar perto e interagir com o leitor”.

Já Demi Getschko acha que as redes sociais são uma transformação do modelo tradicional do jornalismo, que vai se consolidar cada vez mais, seja para o bem ou para o mal.

WilkiLeaks(site especializado no vazamento de informações confidenciais de governos e organizações) também foi citado na discussão, e Brambilla acredita que isso não é jornalismo, apenas um norte, um ponto de partida para o jornalista. “Existe o dever de entregar ao leitor uma informação que possa traduzir o que o conceito de jornalismo significa", referindo-se à necessidade de checagem das informações.

Um comentário:

lam disse...

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